Wednesday, May 10, 2006
Hoje a raíz do problema é a raíz do cabelo
Alguém precisava avisar o garotinho que sua estratégia de marketing político barato de nada vai adiantar já que o que preocupa as pessoas hoje em dia é bem menos do que a honra.
Hoje, há poucos dias de 14 de maio, as prioridades são os presentes do Dia das Mães e o retoque nas raízes de cabelos depois de passados 3 meses do estica e puxa a base de muito formol.
Honra nos dias de hoje é coisa de filme épico. Nas circunstâncias atuais no máximo o que se diz é "te dou a minha palavra", mas "te dou minha palavra de HONRA" caiu em desuso, de modo que se privar do prazer de degustar uma boa comida em prol de algo démodé, enquanto milhões se viram com os R$ 15,00 do bolsa-família, chega a ser até ofensa.
E voltando a falar em prioridades, é preciso avisar ao improvável possível pré-candidato a presidente que é bom que ele providencie logo os presentes para o próximo domingo, 14 de maio, antes que as filas em shoppings se tornem kilométricas fazendo com que o mesmo desperdice várias horas de seu tempo, assim como milhares de pessoas que estarão em salões de beleza retocando as raízes rebeldes de seus fúteis problemas.
Hoje, há poucos dias de 14 de maio, as prioridades são os presentes do Dia das Mães e o retoque nas raízes de cabelos depois de passados 3 meses do estica e puxa a base de muito formol.
Honra nos dias de hoje é coisa de filme épico. Nas circunstâncias atuais no máximo o que se diz é "te dou a minha palavra", mas "te dou minha palavra de HONRA" caiu em desuso, de modo que se privar do prazer de degustar uma boa comida em prol de algo démodé, enquanto milhões se viram com os R$ 15,00 do bolsa-família, chega a ser até ofensa.
E voltando a falar em prioridades, é preciso avisar ao improvável possível pré-candidato a presidente que é bom que ele providencie logo os presentes para o próximo domingo, 14 de maio, antes que as filas em shoppings se tornem kilométricas fazendo com que o mesmo desperdice várias horas de seu tempo, assim como milhares de pessoas que estarão em salões de beleza retocando as raízes rebeldes de seus fúteis problemas.
Monday, May 08, 2006
Meus velhos tempos hoje
Tenho alguns textos escritos secretamente em cadernos que datam de meu primário. E mesmo sabendo do risco que corro cada vez que os abro para mais uma releitura, devido ao grande número de ácaros e respectiva parentada, redescubro o quanto o tempo deixa para trás planos, determinados gostos e até algumas virtudes, que entendemos, depois de um certo tempo, que fazem parte apenas da "juventude".
Lamento por não ter tido força de manter algumas coisas como a luz inebriante de um tempo atrás. Porém, idéias revolucionárias não se mantem na vida da grande maioria. A maioria comum. Que estuda, trabalha e torna-se estatística de vidas comuns.
Mas voltando aos meus velhos escritos, a última vez que os reli, inevitavelmente senti inveja de mim mesma. Pelo jeito mais incomum de ver a vida e as atitudes alheias, de sentir os momentos e as pessoas. Descobri que já havia sido o que hoje gostaria de ser: menos complicada e menos auto-crítica. E então passei a ser fã de mim mesma ou do que já fui. E finalmente, naquele momento, percebi que deixei de ser comum, e passei a ser ídola de alguém: eu mesma [risos].
Com isso, meu ego deixou de ter uma pontuação negativa pela 1ª vez em vários meses. Tenho tido encontros periódicos com meu novo objeto de adoração, mas por favor, não quero ser taxada de idólatra. Pelo menos, não escolhi a cantora Santa...opa...Sandy, ou mesmo algum front-man de alguma banda extra-ultra-big-conhecida. Na verdade, desde muito antes, gosto de admirar gente de carne e osso, próxima de mim, e que demonstre suas fraquezas como algo comum, inevitável.
E seguindo os passos que redescobri quando reabri meu baú de memórias de adolescência, voltarei a escrever. Afinal, era uma das coisas que me davam prazer.
Lamento por não ter tido força de manter algumas coisas como a luz inebriante de um tempo atrás. Porém, idéias revolucionárias não se mantem na vida da grande maioria. A maioria comum. Que estuda, trabalha e torna-se estatística de vidas comuns.
Mas voltando aos meus velhos escritos, a última vez que os reli, inevitavelmente senti inveja de mim mesma. Pelo jeito mais incomum de ver a vida e as atitudes alheias, de sentir os momentos e as pessoas. Descobri que já havia sido o que hoje gostaria de ser: menos complicada e menos auto-crítica. E então passei a ser fã de mim mesma ou do que já fui. E finalmente, naquele momento, percebi que deixei de ser comum, e passei a ser ídola de alguém: eu mesma [risos].
Com isso, meu ego deixou de ter uma pontuação negativa pela 1ª vez em vários meses. Tenho tido encontros periódicos com meu novo objeto de adoração, mas por favor, não quero ser taxada de idólatra. Pelo menos, não escolhi a cantora Santa...opa...Sandy, ou mesmo algum front-man de alguma banda extra-ultra-big-conhecida. Na verdade, desde muito antes, gosto de admirar gente de carne e osso, próxima de mim, e que demonstre suas fraquezas como algo comum, inevitável.
E seguindo os passos que redescobri quando reabri meu baú de memórias de adolescência, voltarei a escrever. Afinal, era uma das coisas que me davam prazer.